CANTIGAS DE FINGIMENTO VIII

Escrevo como quem nada
sabe dizer, mas dizendo
a mão sinto arrebatada
para o que eu não compreendo:

Mesmo sem saber a estrada
não me entrego nem me rendo.

Quero dormir. Só o sono
me interessa e nada mais.
Em vão procuro abandono
para o meu corpo sem paz:

Mas meu invisível dono
minha vontade não faz.

Autor: 
Ângelo Monteiro
Livro: 
Armorial de um Caçador de Nuvens

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