Recitação da Espera: A Poesia como Mistério e Tradição

Se a poesia que Ângelo Monteiro produziu até agora tivesse sido publicada em edições de circulação nacional, ele certamente estaria hoje, com toda a justiça, situado entre os mais importantes poetas aparecidos no Brasil durante a década de 70. Infelizmente, as dimensões continentais deste país, associadas às mercantilistas, preconceituosas e muitas vezes misteriosas e incompreensíveis razões da política editorial vigente, dão causa a que, poetas como este - e com certeza tantos mais da sua geração brasileira - fiquem circunscritos a círculos locais e alcancem as suas obras, quando muito, repercussões regionais. Nada mais injusto, sobretudo quando se assiste à freqüente e intolerável fabricação de notoriedades de falsos gênios engendrados por certa mídia irresponsável, movida por inconfessáveis razões consubstanciadas no compadrio literário, na troca de favores e de elogios, no toma-lá-da-cá, na interpretação doentiamente deturpada do místico e franciscaníssimo princípio do "é dando que se recebe". Nada mais injusto do que o silêncio que deliberadamente se procura fazer em torno dos verdadeiros criadores quando tanto barulho se faz na louvação de falsos deuses, no culto aos ídolos de pés de barro que não suportarão a primeira lufada de ar puro, leve brisa, que seja, que venha a tocá-los soprando do mar ou das montanhas. Cairão das falsas alturas a que foram erguidos pela mentira e voltarão ao pó a que sempre pertenceram.

Felizmente, um verdadeiro poeta pode ver o mundo da janela da sua casa, sentir-se no universo quando apenas tenha chegado ao seu jardim. Assim terá sido com Alberto Caeiro, o guardador de rebanhos de quem todos os poetas deviam aprender as lições e que costumava, da mais alta janela da sua casa, dizer adeus aos seus versos que partiam para a humanidade; assim terá sido também com Holderlin, fechado na sua torre de poesia; com Pessoa, criando uma legião de poetas para encher com eles a solidão das mansardas e das tabacarias do mundo; com San Juan de la Cruz, Santa Teresa d'Ávila ou Fray Luis de Leon, que, fechados em seus castelos interiores, não tiveram, como tantos outros grandes da poesia, necessidade de maiores espaços que os dos seus espíritos. Não se colocam, com relação a eles nem a qualquer grande criador, os conceitos redutores de província e metrópole, porque eles simplesmente nada significam nem estabelecem entre si qualquer diferença, quando um autêntico criador leva consigo a sua província para o centro do universo. Ângelo Monteiro está entre os poetas que podem ver o mundo das janelas das suas casas e aos quais é suficiente o espaço dos seus jardins. Estando na alagoana e fluvial Penedo, onde nasceu, em Gravatá onde descobriu a infância e a poesia ou no Recife onde vive há mais de vinte anos, Ângelo Monteiro está no mundo. Não lhe importam as luzes da ribalta, os brilhos intensos das falsas terras da promissão, fogos-fátuos de que não se alimenta a sua poesia. Os seus versos vão partindo para a humanidade enfeixados em livros que ficarão para dar testemunho do seu autor: Proclamação do Verde (1969), Didática da Esfinge (1971), Armorial de um Caçador de Nuvens (1971), O Inquisidor (1975), O Ignorado (1980), O Rapto das Noites ou o Sol como Medida (1983), O Exílio de Babel (1990) e agora este Recitação da Espera. É já um percurso bastante respeitável, o que, naturalmente, já exige a atenção dos críticos, não porque com ela venha a ter mais valor a obra realizada, mas para que a crítica, considerando-a, venha a ser menos injusta, e menos omissa a nossa história literária.

A importância da poesia de Ângelo Monteiro faz-se sentir mesmo pelos leitores não especializados, tal o impacto que causa. Quando dela se tem uma visão de conjunto observa-se que a sua lírica já nasceu esteticamente madura, não se notando os habituais e naturais pontos fracos dos primeiros livros - encontráveis em qualquer autor -, de que ainda mais se pode destacar a fragilidade quando comparados a trabalhos da maturidade. Isto que é comum até mesmo em autores consagrados, em Ângelo Monteiro praticamente não existe, tal é a homogeneidade da sua poesia. Mas tem sido quase impossível, também, a leitores e críticos, ter do trabalho poético de Ângelo essa tão necessária visão de conjunto, porque os livros que começou a publicar, em reduzidíssimas edições, desde 1969 com Proclamação do Verde, até agora, à exceção de O Exílio de Babel, estão todos esgotados e fora do alcance dos interessados. É, portanto, extremamente oportuna a publicação deste volume que o poeta intitulou de Recitação da Espera e onde reúne, em reedição, os seus três primeiros livros: Proclamação do Verde, Didática da Esfinge e Armorial de um Caçador de Nuvens. Tem-se agora, com ele, embora ainda só parcialmente, a desejada visão de conjunto da sua poesia, e, quem fizer a aproximação crítica dos poemas que compõem estas três coletâneas iniciais aos livros mais recentes que o poeta publicou, encontrará uma surpreendente unidade e permanência de núcleos temáticos, de tom, de dicção poética, de estilo, de ritmos, de imagens, de elaboração formal. Ângelo é um poeta que nasceu maduro e que continuou, ao longo do tempo, amadurecendo mais e mais, mas sempre fiel às crenças e aos valores literários que elegera para si e em torno dos quais decidira construir a sua poesia. São valores fundados na tradição literária ocidental, no conhecimento da obra de grandes poetas e da teoria da poesia, na aprendizagem de modelos clássicos e modernos. Conhecimento e aprendizagem sem os quais não pode haver grande poesia nem grandes poetas. Ângelo possui os segredos dessa tradição e dessa arte. Por isso, ao invés de tentar enganar o próximo e a si mesmo com a pretensa criação de formas novas, de técnicas e artifícios logo transformados em insuportáveis e repetitivos maneirismos destituídos de emoção estética ou de correr desesperadamente atrás dos sons das trombetas da última vanguarda ou da novidade artística do dia, o poeta prefere exercitar, com maestria, a multiplicidade de formas de que se reveste a sua poesia e que vai, da redondilha maior e menor do romanceiro ibérico, ao soneto de versos decassílabos ou alexandrinos; da prosa poética aos hendecassílabos em ritmo de galope à beira-mar; do verso livre ao poema metrificado em versos brancos; dos hinos da tradição alemã às estruturas indefinidas ditadas pela intuição lírica e às grandes odes de eloqüência quase bíblica. É neste universo de informações eruditas, e a tantos níveis denso, que Ângelo Monteiro se move com extraordinária facilidade formal, vocabular, temática, a ele trazendo a contribuição da sua própria voz na recriação de um universo que transforma em grande arte poética.

Do espaço estético, cultural e filosófico em que o poeta se insere por direito de conquista e realização, dão evidentes sinais as epígrafes dos livros de Recitação da Espera. Constitui sempre um exercício interessante o estudo das epígrafes de qualquer obra literária. Sem fazerem parte da obra propriamente dita, as epígrafes são, além de referências eruditas, como que uma via de acesso à atmosfera, ao espírito ou à essência do que se vai encontrar além da porta pela qual se entra na obra. Mas como elas podem, eventualmente ser "sinceras" ou "fingidas", tanto é possível que sejam como faróis a orientar o navegador solitário pelo mar do texto ou como chaves falsas que não abrem portas, fios rotos de que não se pode valer o cego no escuro labirinto. As epígrafes de Ângelo Monteiro são fartas e parecem ser sinceras. Dão a medida do seu espírito, da atmosfera da sua poesia e do universo em que se inserem o autor e a obra, anunciando ao leitor a problemática a que são sensíveis, estética e filosoficamente. Nietzsche, Goethe, Jorge de Lima, Don Luis de Góngora, Fernando Pessoa assinam as epígrafes escolhidas pelo poeta. Além destes, Garcia Lorca, Novalis, Holderlin, Blake, Rilke, a tradição ibérica, os místicos espanhóis, são autores e tendências estéticas muito caros a Ângelo Monteiro e de quem ou de que eventualmente, se podem vislumbrar, aqui ou ali, tênues fios no tecido lírico da sua poesia. Tênues fios, apenas, e jamais algo que se assemelhe ao pasticho grosseiro, à esponjosa absorção de modelos, às influências copiadas sem grandeza. Ângelo Monteiro tem voz própria e não precisa recorrer a essas pequenas misérias. Insere-se nessa tradição porque tem consciência de que não existe tábula rasa em literatura, esse grau zero da escritura de que fala Roland Barthes. Nem mesmo as vanguardas de aparências mais ousadas podem prescindir da tradição cultural. Os vanguardistas que o digam, se tiverem coragem e sinceridade para isso. Ângelo Monteiro terá escolhido a vertente da poesia mais adequada à sua arte e à sua personalidade.

Por mais abstrato e universal que seja, o poeta é também um ser histórico, social e cultural que vai refletir, na sua poesia, as circunstâncias do seu tempo. O autor de Recitação da Espera começou a escrever poesia na década de 60. Agitados, infelizes e agora mitificados anos 60. Como poderia um poeta que então começa a escrever no Nordeste brasileiro escapar à moda da poesia cabralina que naqueles dias quase todos seguiam aplicadamente ? João Cabral e a sua poesia rochosa e xerófita era o modelo poético da década. Uns mais, outros menos, todos pagaram, no Brasil e particularmente em Pernambuco, o seu tributo. Ângelo Monteiro também, embora seja, com certeza, dos que pagou menos. Poemas como "Verde no Cardápio", "Sol Secreto", "O Gravatá", "Permanência do Pássaro" ou "O Poema por Dentro" se por um lado - e talvez de forma demasiadamente apressada - podem ser aproximados da dicção contida e do desenvolvimento analítico e paralelístico do poema e da paisagem da poesia de Cabral, por outro podem também sugerir referências a Garcia Lorca - inclusive pelo verde suavizador do agreste do cenário - ou a Carlos Pena Filho e aos seus romances de lirismo desabrido ou ainda a Jorge de Lima e às suas saídas para o sonho surrealista. A paisagem em Ângelo Monteiro está muito longe de ser mera transposição da poesia cabralina ou de qualquer cenário visto pelo poeta. Até porque ela possui, no autor de Proclamação do Verde, conotações simbólicas em que, entre outras hipóteses, o erótico claramente se define, como no poema "A Chama e o Sacrifício" e nos já referidos "Sol Secreto" e "O Gravatá", cujas espadas fálicas são também metáfora de poesia, mas de uma poesia máscula, ereta, que pulsa, que queima, que persegue a "mais íntima nudez" das coisas e de si própria, secretamente guardada além da casca em que se envolve. Entretanto, melhores amostras desta tensão erótica da poesia de Ângelo Monteiro, são, por exemplo, os versos de abertura e encerramento de "Sol Secreto":

 

Entre túmidas colinas
de sedas mornas e claras;
nas tuas internas minas
queimas tua luz avara;

..................................

Outros te chamam sol negro.
Eu, porém, te vejo claro:
queimando teu fogo neutro
entre as colinas, avaro.

Ou algumas passagens de "A Chama e o Sacrifício":

 

Das suas coxas na fímbria
debalde as mãos assereno;
delas amargo extraindo
um leve sabor moreno

de flor oclusa, unipétala,
com seu perfume entranhado,
que não se dá nem se gasta
sem antes ser penetrado.

A exigüidade da redondilha parece ser insuficiente à dicção poética de Ângelo Monteiro que exige o verso largo de dez ou mais sílabas. Daí que esse seu livro inaugural que é Proclamação do Verde abra com o eloqüente poema "O Verde Troiano", do qual se passa em seguida à série de poemas em redondilha maior, após os quais se estendem os sete sonetos de "Marilenda" e os quatro que se seguem a "Eu Deixara Este Verde Como Herança". Nestes poemas decassílabos, plasticamente declamatórios e cheios de ressonâncias clássicas é que melhor se percebe, possivelmente, a fidelidade que ao longo do tempo o poeta manteve consigo próprio. Ou seja: a semelhança existente entre os seus primeiros poemas, particularmente os sonetos, e os dos livros mais recentes, a exemplo de O Exílio de Babel. Reforçam esta opinião os textos reunidos em "O Dragão Imóvel", segunda parte de A Didática da Esfinge, além dos longos poemas em versos livres "Ode Sacrifical", terceira parte deste mesmo livro, e "Revelação do Maravilhoso", que encerra o Armorial de um Caçador de Nuvens. Vários outros poemas poderiam ainda ser mencionados para exemplificar essa constância estética que marca a poética de Ângelo Monteiro desde os seus primeiros poemas até à sua produção mais recente. No conjunto da sua poesia há recorrências obsessivas a determinados temas (como o da Espera, por exemplo), símbolos e imagens, na sua maioria muito fortes, muito sublinhados pela eloqüência do poeta, o que facilita a localização destes topoi arquetípicos ou quase. Fica o exercício sugerido e reservado ao deleite do leitor que se poderá enriquecer com ele.

Do mesmo modo que, do ponto de vista formal, a poesia de Ângelo Monteiro se caracteriza pela diversidade dos modelos utilizados, também na perspectiva dos temas se encontra uma variedade que, associada à multiplicidade de estruturas, permite uma leitura livre de cansaços e de monotonia. De certo modo os leitores desta poesia acostumaram-se a encontrar nela, com mais freqüência, os temas místicos, religiosos, metafísicos, as questões existenciais que angustiam o homem de sempre, certa indignação do poeta em face dessa angústia, embora, como já ficou registrado, se possam encontrar também textos de intenções políticas, com os seus naturais desdobramentos para o social. Menos freqüentes no autor, e mais diluídos por trás de disfarces simbólicos, porventura algo surrealistas, ou numa espécie de atmosfera de carnavalização, para usar um termo teórico de Bakhtin, em que o poeta envolve, algumas vezes, o próprio religioso.

O ser histórico, político e social que o poeta também é, não permitiria que, da poesia de Ângelo Monteiro, ficassem ausentes possíveis referências ao que, nas décadas de 60 e 70, para a nossa cultura foi, nesse domínio, tão fortemente amargo e frustrantemente redutor. O autor de O Ignorado não escreve o que se pode chamar de poesia política. É um poeta de linhagem órfica, simbólica, metafísica, cujo parentesco é muito mais com o Jorge de Lima dos sonetos, da Invenção de Orfeu, de Mira-Celi do que com os Severinos de Cabral ou a poesia suja de Gullar. Não lhe interessa o corpo-a-corpo terrestre com os imediatismos materiais. Mas não é indiferente nem esteve ou está alheio às coisas do seu tempo. Sobretudo com relação às ignóbeis coisas, contra as quais volta a sua indignação apaixonada, o seu espírito crítico, contestador, satírico ...não fosse ele, além do poeta que é, o ensaísta que escreveu um estudo de interpretação cultural do Brasil intitulado Tratado da Lavação da Burra ou Introdução à Transcendência Brasileira (1986). Neste título, mais um traço da carnavalização bakhtiniana, para quem quiser invocar o teórico e aplicá-lo ao estudo de Ângelo. Possivelmente adepto do velho lema do castigat ridendo mores, deve ter sido um bom leitor de Gil Vicente, das trovas de escárnio e maldizer, de Gregório de Matos, de Bocage, enfim, da tradição satírica da poesia da língua portuguesa, presente em textos de "divertimento", epigramáticos, que não vão para os seus livros de poesia e que só circulam entre amigos. Traços que, em essência, também se fazem sentir na escrita do Tratado e, diluídos sob a capa da ironia, nos manifestos (que o poeta prefere chamar de antimanifestos) da Proclamação do Verde: "A guerra Santa Contra o Óbvio" e do Armorial de um Caçador de Nuvens: "Do Poder dos Mágicos ou A Insensatez Admirável". Textos de intenções ao mesmo tempo teóricas e poéticas, estes "Manifestos". Sobretudo o primeiro, datado de agosto de 1968, representa o tributo e a adesão de Ângelo Monteiro ao tempo dos iconoclastas, a sua homenagem ao Maio daquele ano, que era também a sua forma de protestar, de contestar, de intervir, de anunciar que estava no mundo com alguma ou com muita coisa para dizer. Anunciar, mesmo, no sentido profético, com a inspiração, a eloqüência e até a violência dos grandes profetas de todas as religiões. O tom dos manifestos, como o de muitos poemas deste poeta-profeta ou do "expectante" - como ele se denominou - lembra demasiadamente o dos discursos bíblicos ou os islâmicos do Corão para ser apenas ocasional. Os parágrafos finais de "A Guerra Contra o Óbvio", até com a anunciada adesão ao maquiavelismo, são jocosos, com a sua dose de paródia, mas não só. O poeta faz rir com o seu voto de "que Maomé vos conduza, com a sua legião de concubinas, até o paraíso de Alá", mas esconde intenções, por trás dele, quem sabe oferecendo aos inquisidores chaves falsas que não abrem portas. Como na hipótese das epígrafes "fingidas", e ninguém se esqueça de que Ângelo Monteiro é também um atento leitor de Fernando Pessoa ...

Quem estiver particularmente interessado nos aspectos político-ideológicos possivelmente embutidos na poesia de Ângelo, preste muita atenção aos "Manifestos" referidos, a "O Anjo Rubro e Outros Poemas", "A Visão de um Anjo de Costas" e ao belo poema que é "Carta às Máquinas Sensatas". Necessário lembrar que em 1970 um título como Proclamação do Verde ou um poema a um "Anjo Rubro" por si sós poderiam expor, o autor do livro que os ostentasse, ao risco de apressadas e equivocadíssimas interpretações ... Seja como for, ninguém espere de Ângelo Monteiro os poemas panfletários ou os discursos-programas de idéias feitas. Ele é visceralmente contra o jargão e o lugar-comum e adepto apaixonado do insólito, do misterioso, do inesperado. Este poeta não concebe a poesia sem mistério, porque ele faz parte da própria essência do poético. Assim o demonstra a sua obra lírica, assim o tem afirmado nos seus estudos sobre literatura e estética, assim o disse neste antigo soneto de 1966, aqui transcrito para encerrar este prefácio com a voz do próprio poeta e que se intitula "Da Inauguração do Poema":

 

Falar não basta a quem nasceu com o fado
de espalhar a beleza e o dom de amar.
A palavra só vale, se gerar
alguma coisa além do formulado.

De harmônica leveza no traçado,
que seja a frase aérea e linear.
Sem que se deixe nunca de lembrar
que a ordenação não peque pelo enfado.

Lúcido, quanto à forma; e quanto à essência,
que determina a forma do poema,
é mister se elabore em chão de ausência,

colhendo o inesperado e o pressentido:
pois sempre do verso lei suprema
de que só no mistério tem sentido.

Olinda, março de 1992 

Autor: 
José Rodrigues de Paiva

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