A TARDE DO MUNDO

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Teci-me de sombras para a tarde
me estender sobre as mais pobres coisas.
Tarde sem Vésper e véspera,
em que nada se espera
nem mesmo a lua má anunciada.
Tarde, ó tarde, ó tarde sem mais volta
não preparas nem o ocaso do Sonho
nem o acaso da morte.
Entretanto estou em ti, postiça tarde.
Estou para perder o já perdido
estou para encontrar o fogo que não arde
não me perco de ti, postiça tarde.
Tarde perdida em si, sem ânsia de morrer
nem de viver na lua que surgir.
Tarde de um mundo morto, tarde sem lua perto
que ilumine em cada coisa o seu deserto.
Tarde sem alma e homem, tarde jamais ferida
pela centelha do morrer da vida.
Tarde de um tempo inteiramente cego: tarde que eu nego.

Autor: 
Ângelo Monteiro
Livro: 
As Armadilhas da Luz

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