A GAIVOTA MORTA

Não morrerás jamais minha gaivota
suprema ave do mar, pobre princesa
estás na alma do poeta presa
enquanto a alma do poeta é morta.

Suprema alma do poeta viva
suprema alma da gaivota morta
com a tua morte a vida fez-se altiva,
com a minha vida encontro a mesma porta.

Negra ave do céu, cativa e eterna,
tu pairas sobre o mar depois de morta
eu pairo nesta vida que se inferna.

Negra gaivota morta, vida minha.
Tuas asas perdi em hora torta
na terra te ganhei como rainha.

Autor: 
Ângelo Monteiro
Livro: 
As Armadilhas da Luz

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