SOU O HERMES DIURNO E O HERMES NOTURNO

XXXIX
Sou o Hermes diurno e o Hermes noturno

E conduzo dos deuses a paixão.
Passeio pelos dias o ar soturno.
Passeio pelas noites meu vulcão.

Entre os dias e as noites sou diurno.
O dia beija sempre a minha mão.
E o caduceu, na noite de Saturno,
Encantará de vez meu coração.

E o dia instalará a sua boca
Nessa febre de ser, que se quer louca
Nessa febre de ser, queimando em vão.

Em nome do Augusto, o Sol divino,
A vida se fará de luz a pino
E eu dobrarei as curvas da Ilusão

Autor: 
Ângelo Monteiro
Livro: 
O Exílio de Babel

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