COMUNGO A HÓSTIA BRANCA QUE IRRADIAS

VIII
Comungo a hóstia branca que irradias

Como se em mim ó vida fosses maio
E os sinos em seu último desmaio
Ainda repicassem sobre os dias.

Por isso em tuas chamas me contraio,
E em tua forma circular que hostias
Em minha boca, abrindo novas vias,
Eu busco o amor como quem busca o raio.

Elevo sempre as torres derribadas
Para erguer-me de novo às cumeadas
Onde o vôo mais alto amor coroa.

Como se herdando a fluidez dos ares
A esperança acendesse os seus altares
Na comunhão com tudo que se escoa.

Autor: 
Ângelo Monteiro
Livro: 
O Exílio de Babel

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