COMO UM MENDIGO A SE COBRIR DE CHAGAS

V
Como um mendigo a se cobrir de chagas

À porta de uma casa dividida,
Mas acima das bênçãos e das pragas,
Assim te espero, ó Chama, em minha vida.

Assim espero, após horas pressagas,
Hoje plenas da graça em nós nascida,
Tua presença acesa em minhas vagas
Como a lua vermelha da partida.

Guarda meu nome em tua boca, guarda
Como quem bebe o sangue de uma rosa
Agonizante à busca de prazer.

E, ao dar-te o coração por salvaguarda,
Teu nome em minha boca seja glosa
Para impedir o Sonho de morrer.
solidão.

Autor: 
Ângelo Monteiro
Livro: 
O Exílio de Babel

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