SOB O ÚNICO SOL

Dupla imagem confusa confundida
E único sol unindo a dupla sombra.

Único sol
Sobre a distância densa
Em que se desmancharam os cavaleiros.

E com eles as armaduras
E os garbosos cavalos desse Dia.

Quem ouve o rumor da água imaginária
Que ao sol banhou seus corpos sem repouso?

Quem ouve o relincho dos cavalos mortos
A cavalgar e a trotar
Sobre o campo amoroso?

Onde ainda o som
Do rumor da água

Clara no seu sonho

E do relincho dos cavalos

Sob o único sol?

Em que tempo lateja a jovem seiva
No tronco eterno da ressurreição?

Em que tempo estarão?

Autor: 
Ângelo Monteiro
Livro: 
O Rapto das Noites ou o Sol como Medida

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