OS VAMPIROS

Pobres dos que se agarraram
Como visgo à minha sombra:

São frágeis, e ei-los que tombam
Da própria ausência e vazio.

Algo de mim não puderam
Esses vampiros sugar
Mais que o sangue - o que me vaga

O que - lâmpada - não cala

O que - vôo - está ciente
Do nada do seu herdar.

Minha vigília está salva.

Que mais poderão levar?

Autor: 
Ângelo Monteiro
Livro: 
O Rapto das Noites ou o Sol como Medida

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